segunda-feira, 5 de março de 2012

Parto: ai que medo!

Vimos que era a hora de aumentar a família quando chegamos de viagem, entramos em casa e subitamente sentimos a casa vazia, como se só nós dois já não bastasse. Então, era chegada a hora de pensar no rebento!
Agora, sim, estou grávida!! Massss... pensamos em como engravidar, no barrigão, pensamos também no filho, bebezinho todo fofinho... não pensamos no PARTO! E quando penso no parto, entro em pânico! O mais puro, aterrorizante e petrificante PÂNICO!!

Não gosto da idéia de ser virada do avesso, morrendo de dor, vendo uma jamanta saindo por um buraco que só sairia uma azeitona!
Detesto a idéia de ser cortada ao meio, ficar com uma cicatriz enorme e sei lá quantos dias de recuperação, sentindo os pontos repuxarem, sem poder ficar reta, e ainda tendo que cuidar de um bebê.

Não quero nem parto normal, nem cesária.

E aí? Sobra o que? Espero que em 9 meses (ops, agora 7) a medicina e a tecnologia evoluam bastante, porque já decidi: quero parto por teletransporte. Ou parto por laparoscopia. Melhor: quero fazer um simples download do meu bebê. Pode??? Tem como??

Ai... espero mesmo que a natureza seja sábia o suficiente e realmente prepare a mulher para encarar esse treco chamado PARTO ("o momento mais emocionante que uma mulher pode passar"... afff... tremo só de pensar!). Em 7 meses vou ter que amadurecer tudo que não amadureci em 30 anos! Socorro!!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Mais sintomas: Xixi! Xixi! Xixi!

Chegou aquele sintoma que todas as grávidas que já existiram na face da Terra (e aquelas que ainda existirão) reclamam: o efeito Maria Mijona!

Arrozinho e todo seu aparato (placenta, líquido amniótico, etc etc e tal) devem estar começando a pesar sobre minha bexiga, porque os passeios aos banheiros estão cada vez mais frequentes. Conheci banheiros que achava que nunca conheceria.

E de noite? De noite é uma tortuuuuura!! Deito pra dormir, passa 5 minutos... banheiro, xixi. Volto pra cama, mais uns 10 minutos... banheiro, xixi. Volto de novo pra cama. Espero uns 7 minutos e 46 segundos... banheiro, xixi. Dessa vez fico no banheiro... passa um tempinho, mais xixi... mais uns minutinhos, mais umas gotinhas. Volto pra cama. E vou nessa por bem uns 40 minutos. Depois dessa eternidade, volto pra cama e encontro uma posição (e todas as noites a posição tem que ser diferente) que não acentua tanto a vontade de fazer xixi, e finalmente consigo DORMIR!! DORMIIIIRRR!!!

(Não vou nem entrar em detalhes de quantas vezes quase perdi o braço esbarrando na porta no completo breu, quantas vezes bati a cara na porta, tentando me orientar na escuridão).

De manhã vou ao banheiro e... cachoeeeeeeeeira de xixi!!!
Durante o dia não incomoda tanto. Já que estou acordada, não custa nada dar sempre uma passadinha no banheiro pra deixar umas gotinhas... É de noite que o bicho pega!

Maravilhas da gravidez!!

quinta-feira, 1 de março de 2012

De volta aos exercícios físicos

Eu estava fazendo aulas individuais de Pilates desde outubro/2011. Acontece que, com a novidade da gravidez, e com os enjôos frequentes, desde iniciozinho de fevereiro parei com as aulas. Não conseguia me ver fazendo exercícios, fazendo qualquer movimentação mais intensa, sentindo tanto enjôo, vomitando tanto, me sentindo tão fraca e debilitada. Até subir e descer escadas, passar uma vassourinha na casa, me faziam enjoar e vomitar...

Depois de um mês parada, lendo muito sobre gestação na internet, conversando muito com minhas amigas recém-mamães, comecei a me conscientizar da importância de manter a prática de exercícios físicos, pelo bem do bebê e pelo meu próprio bem... para que meu corpo esteja preparado para carregar do peso de bebê e placenta e para que eu esteja preparada para um parto saudável sem complicações.

E hoje fui, morrendo de medo, me sentindo fraca, com receio de enjoar e vomitar na cara do professor (ai que vergonha!), hoje retomei as aulas. Já sabendo que eu estava tudo isso, e já sabendo da gravidez (Lógico! Dã!), o professor passou exercícios leves, observando a cor da minha pele e minhas caretas. Cada vez que ele sentia que eu estava ficando pálida, reduzia a intensidade dos exercícios.

Cheguei lá querendo ficar ao menos 30 minutos, consegui ficar uma aula inteira!!
Muitos exercícios para a pelve, muitos exercícios para os braços e teve até uma sessão de exercícios kegel, para fortalecimento da musculatura vaginal e perineal.

Estou me sentindo ótima! Voltei para casa, ainda não enjoei, muito menos vomitei! Vitória!!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mais presentinho, desta vez pra mamãe aqui!

Olha como é a vida... Minha super amiga tem uma amiga. Conheço essa amiga da minha amiga, gosto muito dela, mas nunca tivemos a oportunidade de nos conhecermos bem. Simpatizo com ela, mas não posso dizer que somos amigas. Falta oportunidade de nos encontrarmos, de conversarmos. Só por isso não somos grandes amigas.

Depois que ela soube da minha gravidez, ela que já é mãe e sofreu horrores na gestação, vem me dando altas dicas via Facebook. E, dia desses, ela me presenteou com um texto absolutamente LINDO! É um texto grande, mas muito significativo, coloca nas palavras exatas tudo que estou sentindo e todas minhas expectativas e ansiedades...

Segue:

Quando um bebê decide vir ao mundo, nasce com ele uma mamãe.
Uma mãe é mãe desde o primeiro instante. Mesmo quando a vida ainda é um minúsculo ser implantado no ventre, a gente já é mãe do coração. Todo nosso pensamento, todo nosso cuidado se volta para esse serzinho que, tão minúsculo, já provoca emoções tão grandes.
A simples descoberta já nos traz um turbilhão de emoções inexplicáveis. A vida nunca mais vai ser a mesma. E nos perguntamos: "será que vou ser uma boa mãe?" "Será que vou saber cuidar do meu bebê?"
Mas uma mãe não nasce mãe e não aprende a ser em escolas. Uma mãe é e isso basta. Mãe sente, mãe adivinha, mãe aprende sofrendo, mãe sofre aprendendo.
Benditas são as mulheres! Se elas suportam uma das maiores dores, sentem sem dúvida a maior das felicidades. Uma mulher grávida é sempre algo sublime, ela tem algo de anjo e santo, uma aura invisível que reflete e ilumina seu rosto. Ela carrega nela a vida, um pedacinho dela mesma que vai um dia ter vida própria e isso é maravilhoso e assustador ao mesmo tempo.
Deve ser por isso que nos tornamos tão emotivas e choramos tão facilmente. Deve ser essa a razão de querermos estar satisfeitas em todos os nossos desejos.
Que a gravidez não é uma doença é verdade. Mas que não digam que é normal e que a pessoa pode viver normalmente, pois isso não é verdade. Todo o equilíbrio físico, psicológico e emocional fica balançado. Há ainda hoje civilizações onde as mulheres grávidas são tratadas como seres especiais e divinos.
Mãe que está descobrindo as alegrias da maternidade agora, deixa eu te dizer uma coisa: se você tem medo de não saber o suficiente para ensinar ao seu bebê os caminhos da vida, saiba que é com ele que você vai aprender a trilhar muitos desses caminhos. Viva a sua gravidez em todos os seus instantes e não se preocupe se está fazendo ou se fará as coisas certas ou erradas. Seu coração vai te ditar, confie nele! Aproveite ao máximo cada segundo, pois cada momento é único e esse privilégio não é dado a todos. Fale com seu bebê, faça carinho nele, sorria pra ele; viva o mais serenamente possível. Acredite: esses momentos são preciosos!...
E, sobretudo, você é uma pessoa agraciada! Deus os escolheu, para que fizessem parte um do outro. Ele saberá, certamente, conduzi-los nesse maravilhoso caminho.
Parabéns!!!

Primeiros presentinhos!

Agora parece mais real! Arrozinho ganhou seus primeiros presentinhos!

O processo foi assim: enquanto só eu e meu marido sabíamos da existência desse serzinho, mais parecia que estávamos alucinando juntos, que era tudo fruto da nossa imaginação. Depois, quando começamos a contar aos amigos e familiares, quando começamos a receber as parabenizações, entendemos que não era alucinação. E agora, que começamos a ganhar os primeiros presentinhos, agora bateu : "Nooossaaa... Vamos ter um bebezinho MESMO!"

Que emoção ver essas coisinhas tão pequenininhas e pensar que elas servirão no meu filhote!
Agradeço do fundo do coração às pessoas que estão nos cercando com tanto amor e carinho e que estão nos ajudando a preparar a chegada do nosso Arrozinho...

A partir de agora, Arrozinho já tem o que vestir e já tem até fraldinhas! Já dá pra revesar durante a semana!! Enquanto usa um bodiezinho, lava o outro!


Reza os ditos populares, que todo bebê deve ganhar o primeiro sapatinho VERMELHO, seja menino ou menina, o primeiro par de sapatinhos tem que ser vermelhinho, para afastar mal-olhado, para trazer sorte. Sendo verdade ou não, Arrozinho já tem sapatinhos vermelhinhos. E liiiindoooosss! Com pompomzinho e tudo mais!

 

Amei! Amei! Amei! Amei!

E o olhar do meu marido enquanto eu mostrava os presentinhos? Isso não tem preço...


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Romance no casamento...

... foi pro beléléu!

Me diz como dá pra manter o romance em um casamento se esta mulher grávida aqui só arrota, peida e vomita?
E quando não estou fazendo nenhum dos três, normalmente estou em processo de enjoamento.
O marido chega do trabalho e eu fico enjoada com o cheiro de carro dele (depois de 40 minutos dirigindo do trabalho pra casa, sim, ele fica com cheiro de carro).
O marido toma banho e eu fico enjoada com a mistura de cheiros de desodorante, shampoo e sabonete.

Depois que esse enjôo dos cheiros do maridão "passa", aí começa a sinfonia: arroto, peido e vômito.

Viu? Para toda a mulher que cogitar ter um filho, é bom que seja dentro de um relacionamento muitíssimo estável, porque não é qualquer um que aguenta esse tranco não!

By the way, te amo muito, meu maridão. Nota 1000!

Cóóóóóóólica

Well, cantei vitória antes da hora!
Sabe aquele remedinho milagroso para enjôo, aquele que me fez voltar a enxergar colorido de novo, aquele que quase me fez sentir um ser humano novamente? Sabe? Então! Foi esse remedinho safado que começou a me dar as piores cólicas da minha vida!

Assim... a bula disse que poderia ocasionar algum desconforto intestinal, possível prisão de ventre. Mas como na gravidez tudo vai para o superlativo, meu sistema digestivo trancou total.

A parte boa: realmente tenho bem menos enjôos e vomito muito menos.

A parte ruim, muito ruim: tudo que eu como e meu organismo digere, não sai. Em português bem claro: eu não faço mais cocô (três longos dias sem número 2!!).

A parte péssima: gases, gases, gases, muitos gases. Massss... eles também não saem. Novamente, em português bem claro: eu não solto mais pum!!!!

Ou seja, estou virando uma bomba relógio, pronta a explodir!! Uma explosão de cólicas intermináveis e altamente doloridas!!! Ui!

Este final de semana me aventurei a ir ver o espetáculo do Cirque du Soleil. Foi ótimo! Mas eu alternava entre as pontadas de cólica (nessas horas eu não conseguia prestar atenção no show) e o que estava acontecendo no palco. E quando eu aplaudia, o movimento dos meus braços batendo perto da barriga fazia a cólica ficar com um efeito lancinante! Aprendi a bater palma com os braços bem pra cima, pra não provocar ainda mais a cólica.

É... agora tenho que me adaptar à vida com cólicas. Já não bastavam os enjôos.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O nome do milagre

Foi um carnaval obscuro e tenebroso...
Enquanto todos estavam nas ruas, se divertindo,  rindo, curtindo o feriadão, eu estava em casa, deitada, me sentindo a última pessoa do mundo... enjoada, vomitando...
Até que, próximo ao término do feriado, num rompante de desespero incontrolável, consegui emitir quase sem voz para meu marido: "Pelo amor de Deus, liga pro médico e pede pra ele me passar um remédio melhor".

Ele ligou, falou, desligou, saiu de casa. Voltou com um saquinho de farmácia. Era o tal remedinho.
Tomei. E... NOSSA!!! Parece que o mundo voltou a ser colorido!!! Como eu estava passando mal o tempo todo, já estava enxergando tudo em preto e branco! Tudo era sem graça e sem sentido. Com esse remedinho milagroso, começo a me sentir um ser humano novamente! Continuo enjoando um pouco, mas infinitamente menos!!

O nome do milagre: VONAU!

(O detalhe: na bula, ele é indicado para enjôos de quem é submetido a quimioterapia e radioterapia!)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Levando o nome a frente

Meu nome é Clarissa Yamauti Freire.
Yamauti de mãe. Freire de pai.

Meus avós paternos tiveram 10 filhos. A maioria desses filhos se casaram e tiveram filhos. E deram os nomes aos filhos: "Fulano Blablabla Freire", "Ciclano Freire de Blablabla". Eu sou Freire, meus trocentos primos são Freire. E hoje, os filhos dos meus primos já são pequenos Freirezinhos também. Tem muito Freire nesse mundo! Disseminação da cultura goiana rolando. Eba!

A história dos meus avós maternos:
Era uma vez um senhor japonês de sobrenome Kina, que encontrou uma linda japinha e se casaram. Tiveram dois filhos. O senhor Kina infelizmente veio a falecer. Mas sua viúva, ainda tão jovem, não queria passar seus dias sozinha. Casou-se com um distinto senhor japa de sobrenome Yamauti. Aos dois filhos do casamento anterior, acrescentaram mais cinco crianças. Então essa família ficou assim: o casal mais sete filhos, sendo que dois deles tinham sobrenome Kina e os outros cinco foram nomeados Yamauti. E a vida se seguiu. Alguns desses filhos casaram, outros não. Alguns tiveram filhos, outros não.

O que hoje vejo é que tenho 3 primos Kina, um desses primos já tem uma filhinha Kininha. Muito estranho ter primos com sobrenome diferente do meu. Mas são meus primos.

Dos Yamauti, só minha mãe e minha tia resolveram se multiplicar. Tenho só um primo Yamauti. E eu e meu irmão somos Yamauti também, com muito orgulho.

Então percebi:
Evidência 1: Meu irmão teve uma filhinha (linda!), mas não colocou o sobrenome Yamauti nela. E não quer ter mais filhos. A produção parou por aí.
Evidência 2: Meu único primo que é também Yamauti está com problemas sérios de saúde. Será muito difícil (infelizmente) daqui pra frente pensar que ele um dia terá filhos...
Conclusão: Cabe a mim levar o nome Yamauti a frente!

Então, só lamento meus filhos, vocês terão um sobrenome E-NOR-ME:
Arrozinho Yamauti Freire Pasquali
FeijãozinhoYamauti Freire Pasquali
Cerejinha Yamauti Freire Pasquali

Yamauti: para o nome não morrer
Freire: para que meus filhos tenham o mesmo sobrenome que seus priminhos
Pasquali: porque é o nome do pai, não pode ficar de fora de jeito nenhum.

Mas prometo que não inventarei nomes compostos, aí já seria muita crueldade...

Mimos e paparicos

Nunca imaginei que seria tão paparicada por estar carregando uma vidinha dentro de mim.
É uma delícia!
Agora que todo mundo já sabe, é revigorante receber o carinho e preocupação de todos. Ênfase no revigorante, pois tenho vomitado tanto e me sentido tão fraca e sem energia que realmente é imprescindível ter umas palavrinhas de apoio de quando em quando.

Minha mãe já se dirige a mim falando: "Gravidinha!". E nos dias mais tenebrosos, quando estou mais enjoada, ela sempre liga e passa uma lista de remédios e comidas leves que ela pesquisou com as amigas dela. E ainda diz: "Eu queria poder ajudar mais..."

Meu sogro, sempre que vamos a casa dele, nos recebe no portão. Quando viramos a esquina e entramos na rua dele, avistamo-lo andando de um lado pro outro em frente ao portão já nos esperando. E ele vem, me abraça e coloca a mão sobre minha barriga, perguntando se está tudo bem.

Minha sogra já comunicou várias mudanças que ela quer fazer na casa deles pra torná-la mais segura para o bebê. E isso porque ele ainda nem nasceu. Quando nascer, ela irá até a Lua para fazer suas vontades!

Tenho uma amiga que chorou quando contei. Entreguei o resultado do BetaHCG nas mãos dela, ela deu um passo pra trás, abriu um sorrisão e veio me abraçar. Quando olhei o rosto dela, os olhos estavam cheios de lágrimas! Como é bom perceber que as pessoas torcem por mim e ficam legitimamente felizes por mim!

Minha "mãe de aluguel" e minha "irmã de aluguel", quando contei logo se adiantaram e falaram que vão fazer muitas coisinhas fofas de tricô para meu rebento. Cada coisinha tão perfeitinha que elas fazem, e meu filho vai poder usar essas roupinhas... Verdadeiro privilégio! Mais privilégio ainda é saber que minha família é coroada com o amor dessa família!

Para a família (primos, tios, etc) comuniquei a boa nova via e-mail. Receber os e-mails de felicitações foi uma delícia! Cada mensagem tão bonita, tanto carinho, tanto amor. Algumas pessoas me ligaram para me parabenizar, falaram coisas lindas. Amei! E me emocionei muito!

E o marido?? Nossa... quando ele está em casa não preciso me preocupar em pegar água, cortar frutas, preparar comida, nadinha. Ele faz tudo pra mim. E quando eu me dano a fazer limpeza de casa, ele logo me proibe, dizendo que quando fico muito agitada acabo passando mal (verdade). Melhor ainda é quando estou passando super mal e ele começa a conversar com minha barriga, pedindo pro Arrozinho parar de judiar a mamãe...

Enfim, em meio a tantos enjôos, me sentindo sempre tão fraca e doente, receber esse carinho todo é que nem uma rajada de ar fresco! Re-vi-go-ran-te!